É engraçado observar as nossas relações com os outros... estava observando esses dias que mesmo morando longe dos meus pais
a 3 anos e meio, e achando que em muitas coisas sou independente me deparo com uma situação bem divertida...
Quando acontece alguma situação que me foge o controle , como acabar o dinheiro que tinha programado pra passar o mês , no mesmo instante corro e ligo
pro meu pai contando do que aconteceu e , recorrendo aos seus cuidados.
Ou, quando simplesmente sofremos uma desilusão amorosa ou qualquer decepção afetiva ( anunciada pela sua mãe), é incrivel o poder que elas tem de prever
certas situações que no momento pensamos," poxa que praga que minha mãe joga..".e não adianta insistir que não , elas sempre tem razão!!!
Como quando some aquele chinelo (geralmente é so um pé) ou aquela roupa que vc jura ter colocado no armario e quando vai procurar não encontra,
e quando vc pergunta a sua mãe ela diz: Tá do lado direito da sua cama , ou na gaveta do meio . ( Um professor da minha irmã, acredita na teoria que elas
possuem um gnomo que as informa de TUDO, que quando estamos dormindo tira tudo do lugar , conta a elas pra sempre ficarem com o poder nas mãos) e por incrivel que pareça
vc procurou naquele mesmo lugar , 10000 vezes e não encontra. Ela chega olha direto no lugar, pega e somente dá aquele olhar que já serve mais que mil palavras.
As mães também adoram usar os bordões : Eu conheço o filho que tenho. E inegavelmente isso acontece.FATO. por mais que nos deparamos
principalmente eu, na psicologia, com umas mães que (PelamordeDeus) "dizem" desconhecer os filhos.
repare que isso é quase impossivel (lembrando que me refiro mãe a referencia materna que a pessoa tem no seu convivio), como não conhecer convivendo diariamente ???
apesar que a todo instante o ser humano sofre transformações, mas toda transformação é avisada em pequenos detalhes... então se uma mãe chega a dizer que não
conhece o seu filho, é pq já nao o observa a algum tempo....
Um detalhe bem interessante é a forma como os defeitos e qualidades dos pais , nos pegam sem percebermos!!!
às vezes nos deparamos fazendo aquilo que menos gostamos e que mais nos encomodam em nossos pais...
Sou um grande exemplo disso, minha mãe é um doce de pessoa, mas quando estoraaaaaaaaaaa , sai de baixo!!!
e eu vivia reclamando: mãe seja mais calma, vc se extressa por pouco...
e não é de ver que sou "igualim" kkkkk
Mas estava estudando esses dias desenvolvimento humano na facudade e tirei um peso das costas:
meus filhos não estão predestinados a serem extressados !!! UFA
Seria até sem graça ser uma cópia dos seus pais neh???!?!?!
essas qualidades podem ser passadas somente com nossa autorização hehe( lembrando que qualidade é uma maneira de ser boa e má de uma coisa ...
* fiz questão de reforçar o significado pq escutei um cantor/pregador
usando essa palavra de maneira totalmente incorreta e pejorativa, mas fica isso pra outro post)
Você me pergunta como assim eu autoriso receber os defeitos dos meus pais??? ta louco????
Não , não estou louco.... mas também não irei dar aula de psicologia aqui ¬¬
se isso te conflita, VAI SE TRATAR hehe
afinal é importante se tratar ... nao cuidar so do corpo (revolta dos gordinhos hehe)
É meus amigos Mãe é um ser super interessante de se estudar e TENTAR entender...
seriam seres divinos? possuiriam gnomos??? ou colocaram um chip pra nos rastrear????
brincadeiras de lado, nesse dia das mães quero desejar a todas um dia abençoado!!!
filhos deêm mais atenção a elas, so os que moram longe sabem a falta que fazem...
Mãe to morrendo de sardade, e em breve to ai te dando um beijao!!! (e um presente)
Blog abertos aos DOXOS ...
domingo, 10 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Cotidiano em Miudos por Marcelo Prata
Se pudesse definir o primeiro impacto..
Seria como multiplicar o numero de habitantes de uma cidade, melhor, seria como elevar a décima potência a quantidade demográfica da sua cidade. E você ali, vendo tudo diferente, com tantos pontos de interrogação na cabeça, quanto pessoas na rua.
Foi assim que me senti ao pisar como morador nessa colméia de seres humanos, vulgo Rio de Janeiro.
Tentarei passar as experiências vividas aqui nesses breves relatos, às vezes cômicos e geralmente trágicos.
Missão 01:
Pegar ônibus.
Ok.. Moradia definida, mudança instalada, faculdade transferida e emprego certo. Tudo pronto, exceto a locomoção. Por incrível que pareça nesse tipo de cidade andar a pé é algo muito comum. Sim, comum na lembrança, coisas que pessoas lembram-se de seus avós ou bisavós fazendo. As distancias são inversamente proporcionais ao que nossos olhos veem (viu, ta sem acento, reforma ortográfica =]). Tudo aquilo que parece perto, não é! E aquilo que imaginamos ser hiper distante, vamos de carro em 10 min.
Pois bem, problema diagnosticado, rumo à solução! Como se pega ônibus no Rio de Janeiro?
Para ir para o trabalho é simples, ele fica cerca de 4 km da minha casa em linha reta. QUASE sem erro. Apenas um em cada 10 ônibus que passam na entrada do condomínio onde moro não passa na empresa, ou seja, dá pra contar com a sorte!
Mas para voltar da faculdade?
A primeira resposta que recebi de algum carioca (in)experiente foi:
- Veja o nome do ônibus que você pega para ir para o trabalho, e pegue ele na volta.
Simples demais né?! Pois é, altamente desconfiável. Quando é simples demais pode desconfiar.
Pego para ir para o trabalho o ônibus CASCADURA, nem sei onde fica isso, mas como ele ta sempre vazio, e passa onde eu trabalho podemos chamá-lo de perfeito. Pronto, passou no sentido contrário, obviamente vai passar na minha casa. ERRADO!
Dentro do ônibus descobri que naquele momento estava indo rumo a Cascadura (sabe-se lá onde fica isso), desci e voltei uns 800 metros a pé até onde eu conhecia e voltei a pedir informação.
Resposta 2:
- Esqueça os nomes dos letreiros, aqui funciona pelos números.
Ok! Entendi, para minha casa devo pegar o 179!
Fim de expediente, pronto para voltar para casa, rumo ao ponto de ônibus. Olha ele ali, o 179! Cerca de uma hora depois chego à Central do Brasil no centro da cidade somente 25 km da minha casa.
Vamos aos fatos: Existem no mínimo três linhas 179 - Central, Alvorada e Recreio. No meu caso, apenas uma serviria.
Como diz uma pessoa especial:
A PRÁTICA EXAUSTIVA LEVA À PERFEIÇÃO
Foi difícil, mas aprendi e criei um tutorial de como pegar ônibus no Rio de Janeiro. Tome nota:
No ponto de ônibus, procure identificar o seu o quanto antes.
(Você é míope? siferroll)
Olhe o número e corresponda com o nome. Se estiver ok passe para a próxima linha.
Veja o valor da tarifa, ainda não consegui definir o número certo de tarifas diferentes, mas são mais de três com certeza. Não pague mais caro sem motivos.
Após isso, faça sinal até que o motorista ligue o pisca identificando que irá encostar-se à calçada que você se encontra, se o pisca não ligar, ele está fingindo que não está te vendo. Insista!
Agora corra, corra como se não houvesse amanhã, corra como se o Godzilla estivesse atrás de você. Motoristas cariocas param o mais longe possível de onde está o passageiro, e o detalhe é que ele não espera você chegar ao ônibus. Eles vão embora, sim é experiência de causa, eles não esperam!
Você conseguiu? Parabéns. Você embarcou e está rumo ao seu destino. Você faz parte do núcleo de vencedores e sobreviventes da Missão pegar ônibus.
No próximo post continuo com meu diário de bordo dessa viagem sem tempo certo de duração e conto como sobrevivi depois de aprender a pegar ônibus na cidade onde tudo acaba em samba, caipirinha e futebol.
Até mais.
Seria como multiplicar o numero de habitantes de uma cidade, melhor, seria como elevar a décima potência a quantidade demográfica da sua cidade. E você ali, vendo tudo diferente, com tantos pontos de interrogação na cabeça, quanto pessoas na rua.
Foi assim que me senti ao pisar como morador nessa colméia de seres humanos, vulgo Rio de Janeiro.
Tentarei passar as experiências vividas aqui nesses breves relatos, às vezes cômicos e geralmente trágicos.
Missão 01:
Pegar ônibus.
Ok.. Moradia definida, mudança instalada, faculdade transferida e emprego certo. Tudo pronto, exceto a locomoção. Por incrível que pareça nesse tipo de cidade andar a pé é algo muito comum. Sim, comum na lembrança, coisas que pessoas lembram-se de seus avós ou bisavós fazendo. As distancias são inversamente proporcionais ao que nossos olhos veem (viu, ta sem acento, reforma ortográfica =]). Tudo aquilo que parece perto, não é! E aquilo que imaginamos ser hiper distante, vamos de carro em 10 min.
Pois bem, problema diagnosticado, rumo à solução! Como se pega ônibus no Rio de Janeiro?
Para ir para o trabalho é simples, ele fica cerca de 4 km da minha casa em linha reta. QUASE sem erro. Apenas um em cada 10 ônibus que passam na entrada do condomínio onde moro não passa na empresa, ou seja, dá pra contar com a sorte!
Mas para voltar da faculdade?
A primeira resposta que recebi de algum carioca (in)experiente foi:
- Veja o nome do ônibus que você pega para ir para o trabalho, e pegue ele na volta.
Simples demais né?! Pois é, altamente desconfiável. Quando é simples demais pode desconfiar.
Pego para ir para o trabalho o ônibus CASCADURA, nem sei onde fica isso, mas como ele ta sempre vazio, e passa onde eu trabalho podemos chamá-lo de perfeito. Pronto, passou no sentido contrário, obviamente vai passar na minha casa. ERRADO!
Dentro do ônibus descobri que naquele momento estava indo rumo a Cascadura (sabe-se lá onde fica isso), desci e voltei uns 800 metros a pé até onde eu conhecia e voltei a pedir informação.
Resposta 2:
- Esqueça os nomes dos letreiros, aqui funciona pelos números.
Ok! Entendi, para minha casa devo pegar o 179!
Fim de expediente, pronto para voltar para casa, rumo ao ponto de ônibus. Olha ele ali, o 179! Cerca de uma hora depois chego à Central do Brasil no centro da cidade somente 25 km da minha casa.
Vamos aos fatos: Existem no mínimo três linhas 179 - Central, Alvorada e Recreio. No meu caso, apenas uma serviria.
Como diz uma pessoa especial:
A PRÁTICA EXAUSTIVA LEVA À PERFEIÇÃO
Foi difícil, mas aprendi e criei um tutorial de como pegar ônibus no Rio de Janeiro. Tome nota:
No ponto de ônibus, procure identificar o seu o quanto antes.
(Você é míope? siferroll)
Olhe o número e corresponda com o nome. Se estiver ok passe para a próxima linha.
Veja o valor da tarifa, ainda não consegui definir o número certo de tarifas diferentes, mas são mais de três com certeza. Não pague mais caro sem motivos.
Após isso, faça sinal até que o motorista ligue o pisca identificando que irá encostar-se à calçada que você se encontra, se o pisca não ligar, ele está fingindo que não está te vendo. Insista!
Agora corra, corra como se não houvesse amanhã, corra como se o Godzilla estivesse atrás de você. Motoristas cariocas param o mais longe possível de onde está o passageiro, e o detalhe é que ele não espera você chegar ao ônibus. Eles vão embora, sim é experiência de causa, eles não esperam!
Você conseguiu? Parabéns. Você embarcou e está rumo ao seu destino. Você faz parte do núcleo de vencedores e sobreviventes da Missão pegar ônibus.
No próximo post continuo com meu diário de bordo dessa viagem sem tempo certo de duração e conto como sobrevivi depois de aprender a pegar ônibus na cidade onde tudo acaba em samba, caipirinha e futebol.
Até mais.
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